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ORAÇÃO NOSSA - Emannuel (Chico Xavier)

Senhor, ensina-nos: a orar sem esquecer o trabalho;
a dar sem olhar a quem;
a servir sem perguntar até quando;
a sofrer sem magoar seja a quem for;
a progredir sem perder a simplicidade;
a semear o bem sem pensar nos resultados;
a desculpar sem condições;
a marchar para frente sem contar os obstáculos;
a ver sem malícia;
a escutar sem corromper os assuntos;
a falar sem ferir;
a compreender o próximo sem exigir entendimento;
a respeitar os semelhantes, sem reclamar consideração;
a dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever, sem cobrar taxa de reconhecimento.
Senhor, fortalece em nós a paciência para com as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros para com as nossas próprias dificuldades.
Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquilo que não desejamos para nós.
Auxilia-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será invariavelmente, aquela de cumprir-te os desígnios onde e como queiras, hoje agora e sempre.

sábado, 21 de agosto de 2010

Leitura de Preparação - 2010-08-21

E.S.E. Cap. XVIII – Muitos Os Chamados, Poucos Os Escolhidos
A porta estreita - itens 3 a 5

3. “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. Quão pequena é a porta da vida! Quão apertado o caminho que a ela conduz! E quão poucos a encontram!”
(MATEUS, 7:13 e 14)
4.Tendo-lhe alguém feito esta pergunta: Senhor, serão pou-cos os que se salvam? Respondeu-lhes ele: – Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois vos asseguro que muitos procurarão transpô-la e não o poderão. – E quando o pai de família houver entrado e fechado a porta, e vós, de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos; ele vos responderá: não sei donde sois. – Por-vos-eis a dizer: Comemos e bebemos na tua presença e nos instruíste nas nossas praças públicas. – Ele vos responderá: Não sei donde sois; afastai-vos de mim, todos vós que praticais a iniqüidade. Então, haverá prantos e ranger de dentes, quando virdes que Abraão, lsaac, Jacob e todos os profetas estão no reino de Deus e que vós outros sois dele expelidos. – Virão muitos do Oriente e do Ocidente, do Setentrião e do Meio Dia, que participarão do festim no reino de Deus. – Então, os que forem últimos serão os primeiros e os que forem primeiros serão os últimos.
(LUCAS, 13:23 a 30)
5. Larga é a porta da perdição, porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo cami-nho do mal. É estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que poucos se resignam. É o complemento da máxima: “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.”
Tal o estado da Humanidade terrena, porque, sendo a Terra mundo de expiação, nela predomina o mal. Quando se achar transformada, a estrada do bem será a mais freqüentada. Aquelas palavras devem, pois, entender-se em sentido relativo e não em sentido absoluto. Se houvesse de ser esse o estado normal da Humanidade, teria Deus condenado à perdição a imensa maioria das suas criaturas, suposição inadmissível, desde que se reconheça que Deus é todo justiça e bondade. Mas, de que delitos esta Humanidade se houvera feito culpada para merecer tão triste sorte, no presente e no futuro, se toda ela se achasse degredada na Terra e se a alma não tivesse tido outras existências? Por que tantos entraves postos diante de seus passos? Por que essa porta tão estreita que só a muito poucos é dado transpor, se a sorte da alma é determinada para sempre, logo após a morte? Assim é que, com a unicidade da existência, o homem está sempre em contra-dição consigo mesmo e com a justiça de Deus. Com a anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se alarga; faz-se luz sobre os pontos mais obscuros da fé; o presente e o futuro tornam-se solidários com o passado, e só então se pode compreender toda a profundeza, toda a verdade e toda a sabedoria das máximas do Cristo.


L.E. Introdução ao estudo da doutrina Espírita
Item 16 (continuação)

XVI

Também ainda há outra circunstância em que não se tem atentado muito. As primeiras manifestações, na França, como na América, não se verificaram por meio da escrita nem da palavra, e, sim, por pancadas concordantes com as letras do alfabeto e formando palavras e frases. Foi por esse meio que as inteligências, autoras das manifestações, se declararam Espíritos. Ora, dado se pudesse supor a interven-ção do pensamento dos médiuns nas comunicações verbais ou escritas, outro tanto não seria lícito fazer-se com relação às pancadas, cuja significação não podia ser conhecida de antemão.
Poderíamos citar inúmeros fatos que demonstram, na inteli-gência que se manifesta, uma individualidade evidente e uma absoluta independência de vontade. Recomendamos, portanto, aos dissidentes, observação mais cuidadosa e, se quiserem estudar bem, sem prevenções, e não formular conclusões antes de terem visto tudo, reconhecerão a impotência de sua teoria para tudo explicar. Limitar-nos-emos a propor as questões seguintes: Por que é que a inteligência que se manifesta, qualquer que ela seja, recusa responder a certas perguntas sobre assuntos perfeitamente conhecidos, como, por exemplo, sobre o nome ou a idade do interlocutor, sobre o que ele tem na mão, o que fez na véspera, o que pensa fazer no dia seguinte, etc.? Se o médium fosse o espelho do pensamento dos assistentes, nada lhe seria mais fácil do que responder.
A esse argumento retrucam os adversários, perguntando, a seu turno, por que os Espíritos, que devem saber tudo, não podem dizer coisa tão simples, de acordo com o axioma: Quem pode o mais pode o menos, e daí concluem que não são os Espíritos os que respondem. Se um ignorante ou um zombador, apresentando-se a uma douta assembléia, perguntasse, por exemplo, por que é dia às doze horas, acreditará alguém que ela se daria o incômodo de responder seriamente e fora lógico que, do seu silêncio ou das zombarias com que pagasse ao interrogante, se concluísse serem tolos os seus membros? Ora, exatamente porque os Espíritos são superiores, é que não respondem a questões ociosas ou ridículas e não consentem em ir para a berlinda; é por isso que se calam ou declaram que só se ocupam com coisas sérias.
Perguntaremos, finalmente, por que é que os Espíritos vêm e vão-se, muitas vezes, em dado momento e, passado este, não há pedidos, nem súplicas que os façam voltar? Se o médium obrasse unicamente por impulsão mental dos assistentes, é claro que, em tal circunstância, o concurso de todas as vontades reunidas haveria de estimular-lhe a clarividência. Desde, portanto, que não cede ao desejo da assembléia, corroborado pela própria vontade dele, é que o médium obedece a uma influência que lhe é estranha e aos que o cercam, influência que, por esse simples fato, testifica da sua independência e da sua individualidade.


VINHA DE LUZ
62 – Resistência ao ml

“Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal.”
— Jesus, Mateus, 5:39

Os expoentes da má-fé costumam interpretar falsa-mente as palavras do Mestre, com relação à resistência ao mal.
Não determinava Jesus que os aprendizes se entre-gassem, inermes, às correntes destruidoras.
Aconselhava a que nenhum discípulo retribuísse violência por violência.
Enfrentar a crueldade com armas semelhantes seria perpetuar o ódio e a desregrada ambição no mundo.
O bem é o único dissolvente do mal, em todos os setores, revelando forças diferentes.
Em razão disso, a atitude requisitada pelo crime jamais será a indiferença e, sim, a do bem ativo, enérgico, renovador, vigilante e operoso.
Em todas as épocas, os homens perpetraram erros graves, tentando reprimir a maldade, filha da ignorância, com a maldade, filha do cálculo. E as medidas infelizes, grande número de vezes, foram concretizadas em nome do próprio Cristo.
Guerras, revoluções, assassínios, perseguições fo-ram movimentados pelo homem, que assim presume coope-rar com o Céu. No entanto, os empreendimentos sombrios nada mais fizeram que acentuar a catástrofe da separação e da discórdia. Semelhantes revides sempre constituem pruridos de hegemonia indébita do sectarismo pernicioso nos partidos políticos, nas escolas filosóficas e nas seitas religiosas, mas nunca determinação de Jesus.
Reconhecendo, antecipadamente, que a miopia espiritual das criaturas lhe desfiguraria as palavras, o Mestre reforçou a conceituação, asseverando: "Eu, porém, vos digo..."
O plano inferior adota padrões de resistência, re-clamando "olho por olho, dente por dente"...
Jesus, todavia, nos aconselha a defesa do perdão setenta vezes sete, em cada ofensa, com a bondade diligente, transformadora e sem-fim.


L.M. Parte II – Das manifestações espíritas
Cap. XI – Da Sematologia e da Tiptologia - itens 143 a 145

143. Com o fim de melhor garantir a independência ao pensamento do médium, imaginaram-se diversos instrumentos em forma de quadrantes, sobre os quais se traçam as letras, à maneira dos quadrantes do telégrafo elétrico. Uma agulha móvel, que a influência do médium põe em movimento, mediante um fio condutor e uma polia, indica as letras. Esses instrumentos só os conhecemos pelos desenhos e descrições que têm sido publicados na América. Nada, pois, podemos dizer do valor deles; temos porém, para nós, que a só complicação que denotam constitui um inconveniente; que a independência do médium se comprova perfeitamente pelas pancadas interiores e, ainda melhor, pelo imprevisto das respostas, do que por todos os meios materiais. Acresce que os incrédulos, sempre dispostos que estão a ver por toda parte artifícios e arranjos, muito mais inclinados hão de estar a supô-los num mecanismo especial, do que na primeira mesa de que se lance mão, livre de todo e qualquer acessório.
144. Um aparelho mais simples, porém, do qual a má fé pode abusar facilmente, conforme veremos no capítulo das Fraudes, é o que designaremos sob o nome de Mesa Girar-din, tendo em atenção o uso que fazia dele a Sra. Emílio de Girardin nas numerosas comunicações que obtinha como médium. Porque, essa senhora, se bem fosse uma mulher de espírito, tinha a fraqueza de crer nos Espíritos e nas suas manifestações. Consiste o instrumento num tampo móvel de mesa, com o diâmetro de trinta a quarenta centímetros, girando livre e facilmente em torno de um eixo, como uma roleta. Sobre sua superfície e acompanhando-lhe a circunfe-rência, se acham traçados, como sobre um quadrante, as letras do alfabeto, os algarismos e as palavras sim e não. Ao centro existe uma agulha fixa. Pousando o médium os dedos na borda do disco móvel, este gira e pára, quando a letra desejada está sob a agulha. Escrevem-se, umas após outras, as letras indicadas e formam-se assim, muito rapidamente, as palavras e as frases.
É de notar-se que o disco não desliza sob os dedos do mé-dium; que os seus dedos, conservando-se apoiados nele, lhe acompanham o movimento. Talvez que um médium poderoso consiga obter um movimento independente. Julgamo-lo possível, mas nunca o observamos. Se pudesse fazer a experiência dessa maneira, infinitamente mais probante ela seria, porque eliminaria toda possibilidade de embuste.
145. Resta-nos destruir um erro assaz espalhado: o de con-fundirem-se com os Espíritos batedores todos os Espíritos que se comunicam por meio de pancadas. A tiptologia cons-titui um meio de comunicação como qualquer outro, e que não é, mais do que o da escrita, ou da palavra, indigno dos Espíritos elevados. Todos os Espíritos, bons e maus, podem servir-se dele, como dos diversos outros existentes. O que caracteriza os Espíritos superiores é a elevação das idéias e não o instrumento de que se utilizem para exprimi-las. Sem dúvida, eles preferem os meios mais cômodos e, sobretudo, mais rápidos; mas, em falta de lápis e papel, não escrupulizarão de valer-se da vulgar mesa falante e a prova é que, por esse meio, se obtém os mais sublimes ditados. Se dele não nos servimos, não é porque o consideremos desprezível, porém unicamente porque, como fenômeno, já nos ensinou tudo o que pudéramos vir a saber, nada mais lhe sendo possível acrescentar às nossas convicções, e porque a extensão das comunicações que recebemos exige uma rapidez com a qual é incompatível a tiptologia.
Assim, pois, nem todos os Espíritos que se manifestam por pancadas são batedores. Este qualificativo deve ser reserva-do para os que poderíamos chamar batedores de profissão e que, por este meio, se deleitam em pregar partidas, para divertimentos de umas tantas pessoas, em aborrecer com as suas importunações. Pode-se esperar que algumas vezes dêem coisas espirituosas; porém, coisas profundas, nunca. Seria, conseguintemente, perder tempo formular-lhes ques-tões de certo porte científico, ou filosófico. A ignorância e a inferioridade que lhes são peculiares deram motivo a que, com justeza, os outros Espíritos os qualificassem de palha-ços, ou saltimbancos do mundo espírita. Acrescentemos que, além de agirem quase sempre por conta própria, também são amiúde instrumentos de que lançam mão os Espíritos superiores, quando querem produzir efeitos materiais.


CAMINHO, VERDADE E VIDA
62 – Parentela

“E disse-lhe: Sai de tua terra e dentre a tua parentela e dirige-te à terra que eu te mostrar.”
— ATOS, 7:3

Nos círculos da fé, vários candidatos à posição de discípulos de Jesus queixam-se da sistemática oposição dos parentes, com respeito aos princípios que esposaram para as aquisições de ordem religiosa.
Nem sempre os laços de sangue reúnem as almas essencialmente afins. Freqüentemente, pelas imposições da consangüinidade, grandes inimigos são obrigados ao abraço diuturno, sob o mesmo teto.
É razoável sugerir-se uma divisão entre os conceitos de “família” e “parentela”. O primeiro constituiria o símbolo dos laços eternos do amor, o segundo significaria o cadinho de lutas, por vezes acerbas, em que devemos diluir as imper-feições dos sentimentos, fundindo-os na liga divina do amor para a eternidade. A família não seria a parentela, mas a parentela converter-se-ia, mais tarde, nas santas expressões da família.
Recordamos tais conceitos, a fim de acordar a vigilância dos companheiros menos avisados.
A caminho de Jesus, será útil abandonar a esfera de maledicências e incompreensões da parentela e pautar os atos na execução do dever mais sublime, sem esmorecer na exemplificação, porquanto, assim, o aprendiz fiel estará exortando-a, sem palavras, a participar dos direitos da família maior, que é a de Jesus Cristo.


* Referências identificadas na leitura do dia
1. Sematologia:
Sematologia [do grego sema, semato = sinal + logos = discurso] – Termo cunhado por Benjamin Humphrey Smart e pela primeira vez mencionado em seu livro "Outline of Sematology" (Esboço da Sematologia), publicado em 1831, para designar a "doutrina dos símbolos como expressão do pensamento ou do raciocínio; a ciência de indicar o pensamento por símbolos", sendo essa a definição do termo nos principais dicionários de língua inglesa, como o Webster e o Oxford.
Seguindo-se essa definição que, se há de convir, é bastante ampla, enquadram-se como classes de sematologia, entre outras, a linguagem de sinais e a mímica, tanto a utilizada em espetáculos como a que se usa na diversão que leva esse nome.
Uso do Termo na Doutrina Espírita:
O termo sematologia é utilizado na Doutrina Espírita para designar a transmissão do pensamento dos espíritos por meio de sinais, tais como ruídos, batidas, movimento de objetos, etc. Em se tratando da sematologia por meio de batidas, é usado o termo tiptologia.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sematologia

2. Tiptologia:
s.f. No espiritismo, comunicação dos espíritos por meio de pancadas, ou pelo movimento de mesas giratórias. Fonte: http://www.kinghost.com.br/vocabulario/tiptologia.html
Tiptologia é a forma de Comunicação obtida pela sucessão de pancadas ou batidas curtas feitas em algum material rígido, usualmente madeira, produzindo ruídos. Trata-se, pois, de uma forma de Sematologia.
Na história do Espiritualismo e do Espiritismo, a tiptologia foi o meio utilizado nas primeiras comunicações entre os mortos (espíritos desencarnados) e os vivos (espíritos encarnados), no episódio protagonizado pelas Irmãs Fox em Hydesville, nos Estados Unidos da América, em 31 de março de 1848. Nesse episódio registrou-se a utilização da forma mais simples de tiptologia, ou seja, uma combinação, entre as duas partes comunicantes, em que certa quantidade de pancadas significaria "Sim" e outra quantidade, "Não". Logo, essa forma simples de comunicação evoluiu para uma forma mais elaborada, a chamada tiptologia alfabética, na qual a quantidade de pancadas significava uma determi-nada letra do alfabeto ou determinado algarismo, conforme combinação prévia entre as duas partes comunicantes.
A tiptologia na Codificação Espírita
A tiptologia é analisada de forma detalhada por Kardec no Capítulo XI de O Livro dos Médiuns, cujo título é "Da Sematologia e da Tiptologia". Este tema é de extrema importância para a Doutrina Espírita, pois foi por meio da manifestação e divulgação desse fenômeno nos Estados Unidos da América que se popularizaram os fenômenos espiritistas nos salões da Europa, permitindo ao professor Rivail, na França, iniciar os estudos que culminar na codificação da Doutrina Espírita, sob o pseudônimo de Allan Kardec.

3. Escrupulizarão:
Escrupulizar: v.i. Ter escrúpulos; agir com escrúpulo. / — V.t. Inspirar escrúpulos a alguém.

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