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ORAÇÃO NOSSA - Emannuel (Chico Xavier)

Senhor, ensina-nos: a orar sem esquecer o trabalho;
a dar sem olhar a quem;
a servir sem perguntar até quando;
a sofrer sem magoar seja a quem for;
a progredir sem perder a simplicidade;
a semear o bem sem pensar nos resultados;
a desculpar sem condições;
a marchar para frente sem contar os obstáculos;
a ver sem malícia;
a escutar sem corromper os assuntos;
a falar sem ferir;
a compreender o próximo sem exigir entendimento;
a respeitar os semelhantes, sem reclamar consideração;
a dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever, sem cobrar taxa de reconhecimento.
Senhor, fortalece em nós a paciência para com as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros para com as nossas próprias dificuldades.
Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquilo que não desejamos para nós.
Auxilia-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será invariavelmente, aquela de cumprir-te os desígnios onde e como queiras, hoje agora e sempre.

sábado, 6 de março de 2010

Leitura de Preparação - 2010-03-06

E.S.E. Cap. IX – Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos
Instruções dos Espíritos, A paciência
item 7

7. A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu.
Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.
A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.
Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo. - Um Espírito amigo. (Havre, 1862.)


L.E. Parte IV – Das esperanças e consolações - Cap. II – Das penas e gozos futuros
Ressurreição da carne, Paraíso, inferno e purgatório
questões 1014 a 1018

Paraíso, inferno e purgatório
1014.
Como se explica que Espíritos, cuja superioridade se revela na linguagem de que usam, tenham respondido a pessoas muito sérias, a respeito do inferno e do purgatório, de conformidade com as idéias correntes?
“É que falam uma linguagem que possa ser compreendida pelas pessoas que os
interrogam. Quando estas se mostram imbuídas de certas idéias, eles evitam
chocá-las muito bruscamente, a fim de lhes não ferir as convicções. Se um
Espírito dissesse a um muçulmano, sem precauções oratórias, que Maomet não foi
profeta, seria muito mal acolhido.”
- Concebe-se que assim procedam os
Espíritos que nos querem instruir. Como, porém, se explica que, interrogados
acerca da situação em que se achavam, alguns Espíritos tenham respondido que
sofriam as torturas do inferno ou do purgatório?
“Quando são inferiores e
ainda não completamente desmaterializados, os Espíritos conservam uma parte de
suas idéias terrenas e, para dar suas impressões, se servem dos termos que lhes
são familiares. Acham-se num meio que só imperfeitamente lhes permite sondar o
futuro. Essa a causa de alguns Espíritos errantes, ou recém-desencarnados,
falarem como o fariam se estivessem encarnados. Inferno pode traduzir por uma
vida de provações, extremamente dolorosa, com a incerteza de haver outra melhor;
purgatório, por uma vida também de provações, mas com a consciência de melhor
futuro. Quando experimentas uma grande dor, não costumas dizer que sofres como
um danado? Tudo isso são apenas palavras e sempre ditas em sentido figurado.”
1015. Que se deve entender por - uma alma a penar?
“Uma alma errante e sofredora, incerta de seu futuro e à qual podeis
proporcionar o alívio, que muitas vezes solicita, vindo comunicar-se
convosco.”
(664 )
1016. Em que sentido se deve entender a palavra céu?
“Julgas que seja um lugar, como os campos Elíseos dos antigos, onde todos os
bons Espíritos estão promiscuamente aglomerados, sem outra preocupação que a de
gozar, pela eternidade toda, de uma felicidade passiva? Não; é o espaço
universal; são os planetas, as estrelas e todos os mundos superiores, onde os
Espíritos gozam plenamente de suas faculdades, sem as tribulações da vida
material, nem as angústias peculiares à inferioridade.”
1017. Alguns Espíritos disseram estar habitando o quarto, o quinto céus, etc. Que querem dizer com isso?
“Perguntando-lhes que céu habitam, é que formais idéia de muitos céus dispostos
como os andares de uma casa. Eles, então, respondem de acordo com a vossa
linguagem. Mas, por estas palavras - quarto e quinto céus - exprimem diferentes
graus de purificação e, por conseguinte, de felicidade. É exatamente como quando
se pergunta a um Espírito se está no inferno. Se for desgraçado, dirá - sim,
porque, para ele, inferno é sinônimo de sofrimento. Sabe, porém, muito bem que
não é uma fornalha. Um pagão diria estar no Tártaro.”
O mesmo ocorre com
outras expressões análogas, tais como: cidade das flores, cidade dos eleitos,
primeira, segunda ou terceira esfera, etc., que apenas são alegorias usadas por
alguns Espíritos, quer como figuras, quer, algumas vezes, por ignorância da
realidade das coisas, e até das mais simples noções científicas.
De acordo
com a idéia restrita que se fazia outrora dos lugares das penas e das
recompensas e, sobretudo, de acordo com a opinião de que a Terra era o centro do
Universo, de que o firmamento formava uma abóbada e que havia uma região das
estrelas, o céu era situado no alto e o inferno em baixo. Daí as expressões:
subir ao céu, estar no mais alto dos céus, ser precipitado nos infernos. Hoje,
que a Ciência demonstrou ser a Terra apenas, entre tantos milhões de outros, uns
dos menores mundos, sem importância especial; que traçou a história da sua
formação e lhe descreveu a constituição; que provou ser infinito o espaço, não
haver alto nem baixo no Universo, teve-se que renunciar a situar o céu acima das
nuvens e o inferno nos lugares inferiores. Quanto ao purgatório, nenhum lugar
lhe fora designado. Estava reservado ao Espiritismo dar de tudo isso a
explicação mais racional, mais grandiosa e, ao mesmo tempo, mais consoladora
para a humanidade. Pode-se assim dizer que trazemos em nós mesmos o nosso
inferno e o nosso paraíso. O purgatório, achamo-lo na encarnação, nas vidas
corporais ou físicas.
1018. Em que sentido se devem entender estas palavras do Cristo: Meu reino não é deste mundo?
“Respondendo assim, o Cristo falava em sentido figurado. Queria dizer que o seu
reinado se exerce unicamente sobre os corações puros e desinteressados. Ele está
onde quer que domine o amor do bem. Ávidos, porém, das coisas deste mundo e
apegados aos bens da Terra, os homens com ele não estão”


VINHA DE LUZ
39 – Em que perseveras?

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão e no partir do pão e nas orações”.
— ATOS, 2:42

Observadores menos avisados pretendem encontrar inteira negação de espiritualidade nos acontecimentos atuais do Planeta.
Acreditam que a época das revelações sublimes esteja morta, que as portas celestiais permaneçam cerradas para sempre.
E comentam entusiasmados, como se divisassem um paraíso perdido, os resplendores dos tempos apostólicos, quando um pugilo de cristãos renovou os princípios seculares do mais poderoso império do mundo.
Asseveram muitos que o Céu estancou a fonte das dádivas, esquecendo-se de que a generalidade dos crentes entorpeceu a capacidade de receber.
Onde a coragem que revestia corações humildes, à frente dos leões do circo? Onde a fé que punha afirmações imortais na boca ferida dos mártires anônimos? Onde os sinais públicos das vozes celestiais? Onde os leprosos limpos e os cegos curados?
As oportunidades do Senhor continuam fluindo, incessantes, sobre a Terra.
A misericórdia do Pai não mudou.
A Providência Divina é invariável em todos os tempos.
A atitude dos cristãos, na atualidade, porém, é muito diferente. Raríssimos perseveram na doutrina dos apóstolos, na comunhão com o Evangelho, no espírito de fraternidade, nos serviços da fé viva. A maioria prefere os chamados "pontos de vista", comunga com o personalismo destruidor, fortalece a raiz do egoísmo e raciocina sem iluminação espiritual.
A Bondade do Senhor é constante e imperecível. Reparemos, pois, em que direção somos perseverantes.
Antes de aplaudir os mais afoitos, procuremos saber se estamos com a volubilidade dos homens ou com a imutabilidade do Cristo.


L.M. Parte II – Noções preliminares
Cap. VI – Das manifestações visuais - Noções sobre as aparições - Ensaio teórico sobre as aparições – Espíritos glóbulos - Teoria da alucinação,
item 100 do tópico 1 ao 9

Noções sobre as aparições
100.
De todas as manifestações espíritas, as mais interessantes, sem contestação possível, são aquelas por meio das quais os Espíritos se tornam visíveis. Pela explicação deste fenômeno se verá que ele não é mais sobrenatural do que os outros. Vamos apresentar primeiramente as respostas que os Espíritos deram acerca do assunto:
1ª Podem os Espíritos tornar-se visíveis?
"Podem, sobretudo, durante o sono. Entretanto algumas pessoas os vêem quando acordadas, porém, isso é mais raro."
NOTA. Enquanto o corpo repousa, o Espírito se desprende dos laços materiais; fica mais livre e pode mais facilmente ver os outros Espíritos, entrando com eles em comunicação. O sonho não é senão a recordação desse estado. Quando de nada nos lembramos, diz-se que não sonhamos, mas, nem por isso a alma deixou de ver e de gozar da sua liberdade. Aqui nos ocupamos especialmente com as aparições no estado de vigília .
2ª Pertencem mais a uma categoria do que a outra os Espíritos que se manifestam fazendo-se visíveis?
"Não; podem pertencer a todas as classes, assim às mais elevadas, como as mais inferiores."
3ª A todos os Espíritos é dado manifestarem-se visivelmente?
"Todos o podem; mas. nem sempre têm permissão para fazê-lo, ou o querem.
4ª Que fim objetivam os Espíritos que se manifestam visivelmente?
"Isso depende; de acordo com as suas naturezas, o fim pode ser bom, ou mau."
5ª Como lhes pode ser permitido manifestar-se, quando para mau fim?
"Nesse caso é para experimentar os a quem eles aparecem. Pode ser má a intenção do Espírito e bom o resultado."
6ª Qual pode ser o fim que tem em vista o Espírito que se torna visível com má intenção?
"Amedrontar e muitas vezes vingar-se."
a) Que visam os que vêm com boa intenção?
"Consolar as pessoas que deles guardam saudades, provar-lhes que existem e estão perto delas; dar conselhos e, algumas vezes, pedir para si mesmos assistência."
7ª Que inconveniente haveria em ser permanente e geral entre os homens a possibilidade de verem os Espíritos? Não seria esse um meio de tirar a dúvida aos mais incrédulos?
"Estando o homem constantemente cercado de Espíritos, os vê-los a todos os instantes o perturbaria, embaraçar-lhe-ia os atos e tirar-lhe-ia a iniciativa na maioria dos casos, ao passo que, julgando-se só, ele age mais livremente. Quanto aos incrédulos, de muitos meios dispõem para se convencerem, se desses meios quiserem aproveitar-se e não estiverem cegos pelo orgulho. Sabes multo bem existirem pessoas que hão visto e que nem por isso crêem, pois dizem que são ilusões. Com esses não te preocupes; deles se encarrega Deus."
NOTA. Tantos inconvenientes haveria em vermos constantemente os Espíritos, como em vermos o ar que nos cerca e as miríades de animais microscópicos que sobre nós e em torno de nós polulam. Donde devemos concluir que o que Deus faz é bem feito e que Ele sabe melhor do que nós o que nos convém.
8ª Uma vez que há inconveniente em vermos os Espíritos, por que, em certos casos, é isso permitido?
"Para dar ao homem uma prova de que nem tudo morre com o corpo, que a alma conserva a sua Individualidade após a morte. A visão passageira basta para essa prova e para atestar a presença de amigos ao vosso lado e não oferece os Inconvenientes da visão constante."
9ª Nos mundos mais adiantados que o nosso, os Espíritos são vistos com mais freqüência do que entre nós?
"Quanto mais o homem se aproxima da natureza espiritual, tanto mais facilmente se põe em comunicação com os Espíritos. A grosseria do vosso envoltório é que dificulta e torna rara a percepção dos seres etéreos."


CAMINHO, VERDADE E VIDA
39 – Entra e coopera

“E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça? Respondeu-lhe o Senhor: — Levanta-te e entra na cidade e lá te será dito o que te convém fazer.”
— ATOS, 9:6

Esta particularidade dos Atos dos Apóstolos reveste-se de grande beleza para os que desejam compreensão do serviço com o Cristo.
Se o Mestre aparecera ao rabino apaixonado de Jerusalém, no esplendor da luz divina e imortal, se lhe dirigira palavras diretas e inolvidáveis ao coração, por que não terminou o esclarecimento, recomendando-lhe, ao invés disso, entrar em Damasco, a fim de ouvir o que lhe convinha saber? É que a lei da cooperação entre os homens é o grande e generoso princípio, através do qual Jesus segue, de perto, a Humanidade inteira, pelos canais da inspiração.
O Mestre ensina os discípulos e consola-os através deles próprios. Quanto mais o aprendiz lhe alcança a esfera de influenciação, mais habilitado estará para constituir-se em seu instrumento fiel e justo.
Paulo de Tarso contemplou o Cristo ressuscitado, em sua grandeza imperecível, mas foi obrigado a socorrer-se de Ananias para iniciar a tarefa redentora que lhe cabia junto dos homens.
Essa lição deveria ser bem aproveitada pelos companheiros que esperam ansiosamente a morte do corpo, suplicando transferência para os mundos superiores, tão-somente por haverem ouvido maravilhosas descrições dos mensageiros divinos. Meditando o ensinamento, perguntem a si próprios o que fariam nas esferas mais altas, se ainda não se apropriaram dos valores educativos que a Terra lhes pode oferecer. Mais razoável, pois, se levantem do passado e penetrem a luta edificante de cada dia, na Terra, porquanto, no trabalho sincero da cooperação fraternal, receberão de Jesus o esclarecimento acerca do que lhes convém fazer.


* Referências identificadas na leitura do dia
1.Livro dos Espíritos – Questão 664:
664. Será útil que oremos pelos mortos e pelos Espíritos sofredores? E, neste caso, como lhes podem as nossas preces proporcionar alívio e abreviar os sofrimentos? Têm elas o poder de abrandar a justiça de Deus?
“A prece não pode ter por efeito mudar os desígnios de Deus, mas a alma por quem se ora experimenta alívio, porque recebe assim um testemunho do interesse que inspira àquele que por ela pede e também porque o desgraçado sente sempre um refrigério, quando encontra almas caridosas que se compadecem de suas dores. Por outro lado, mediante a prece, aquele que ora concita o desgraçado ao arrependimento e ao desejo de fazer o que é necessário para ser feliz. Neste sentido é que se lhe pode abreviar a pena, se, por sua parte, ele secunda a prece com a boa-vontade. O desejo de melhorar-se, despertado pela prece, atrai para junto do Espírito sofredor Espíritos melhores, que o vão esclarecer, consolar e dar-lhe esperanças. Jesus orava pelas ovelhas desgarradas, mostrando-vos, desse modo, que culpados vos tornaríeis, se não fizésseis o mesmo pelos que mais necessitam das vossas preces.”
2. Ver, para maiores particularidades sobre o estado do Espírito durante o sono, O Livro dos Espíritos, cap. "Da emancipação da alma", livro dos Espíritos, questão n.º 409:
409. Doutras vezes, num estado que ainda não é bem o do adormecimento, estando com os olhos fechados, vemos imagens distintas, figuras cujas mínimas particularidades percebemos. Que há aí, efeito de visão ou de imaginação?
“Estando entorpecido o corpo, o Espírito trata de desprender-se. Transporta-se e vê. Se já fosse completo o sono, haveria sonho.”

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